quarta-feira, outubro 12, 2005
241 A 260 - POEMAS E PROSAS MINHAS
260 - PORTO CIDADE BONITA
Nosso Porto de tanta magia
Muitos corações te adoram
De ti se faz bela poesia,
E por ela alguns se enamoram
Ó leal, invicta cidade
Todo o Portugal te aclama,
A todos trazes felicidade
E dás de ti a quem te ama
Tens o Rio Douro,
Como teu grande amigo
Para ti, ele é um tesouro
Que o guardas bem contigo
És uma terra de gente bonita
Que por ti loucos ficam
Fizeram-te uma cidade catita
Para todos os que te visitam
Cidade romântica e bela
Que a todos ela ama
Para aqueles que vivem nela
Tem o Douro como sua dama
de: fernando ramos
28.09.2005
259 - POETA DO POVO
Sou um poeta do povo
E do seu meio eu venho
Para ele me disponho
Escrevendo com empenho
Meu povo, meu viver
Eu a ti pertenço
Foste tu que me viste nascer
Só não sei, se te mereço
Depois de mim, outros virão
Poetas de um país maior
Povo, para ti escrevo ao serão
E não sei, se será poesia menor
No meio do povo estarei sempre,
Queiram os senhores ou não
Para eles escrevo contente,
Poesia vinda do coração
Não vale a pena de mim falar,
daquilo que eu não dou
Estou no povo, não há volta a dar
E sou aquilo, que sou
de: fernando ramos
28.09.2005
258 - NÃO AMAR
Não vale a pena amar
quem a nós, não nos ama
A infelicidade só vai dar
que no amor, se apague a chama
Um amor não correspondido,
só te traz desilusão
Por ele não andes perdido,
porque um dia virá outra paixão
Sofrer desse amor é triste,
e só dá sofrimento constante
A quem a ele resiste,
nunca terá um amor de amante
Este amor é bem diferente,
e até nos leva à estrela cadente
Procura-o no amor ausente,
que em outra vida está presente
de: fernando ramos
28.09.2005
257 - FALAR DE AMORES
Vamos falar de amores,
Mas não dos que se perderam
Desses não ficaram sabores,
Das desilusões que eles sofreram
Falemos dos apetecíveis,
Que são os de toda a vida
Eles são mais acessíveis,
E nunca estão de partida
São amores de encantar,
E és tu, que o dizes
Deles vamos sempre lembrar,
O que nos deixa felizes
Um destes também quero ter,
E com ele viver para sempre
Vou fazer por o merecer,
Para andar muito contente
Meu amor, minha alegria
Da nossa vida de pecados
Eu por ti, não sei o que sentiria
Se teu amor perder aos bocados
Amores bons todos queremos
Em nossos corações de porcelana
E deles todos saberemos
manter viva a sua chama
De: fernando ramos
28.09.2005
256 - UMA AMIGA DO POVO...
Veio uma amiga do Brasil
Bem bronzeada da praia
Para nós é do baril
Que ela agora daqui não saia
É muito boa senhora,
Em Felgueiras dizem os amigos
Apesar de não ser doutora,
Isso não os deixa aborrecidos
Ela diz-se inocente
Do que lhe estão acusar
E o povo de lá fica contente,
Se a justiça não a julgar
Não vá lá estar um juiz,
Com muita falta de humor
Sem querer e por um triz,
Fazer justiça com rigor
Isso era uma chatice,
Lá teria de ir para o Brasil
Mas alguém já lhe disse,
Que vai ter um juiz senil
Lá vai ela a eleições
toda feliz da vida
Ao povo já deu lições,
da sua ultima fugida
Pobre povo que vai eleger
tamanha personagem
Não a deviam deixar concorrer,
Mas a alguém, falta coragem
E não há nada a fazer
Da lata que esta gente tem
O bom senso fica a perder
mas para alguns, parece bem
Que raio de país este
Que tem políticos desta laia
Ela ganha, e tu é que perdeste
E a Democracia que não caía
de: fernando ramos
27.9.2005
255 - TEU ABRAÇO
No teu abraço,
sinto a doçura de teu corpo
Num desejo ascendente,
pronto para um jogo de sedução
Nele encontro a paz, que tece
sentimentos em cada manhã
que desperta,
buscando o conforto do amor doce
No teu abraço,
sinto a paixão que me
traz sentimentos,
de te querer intensamente
E uma emoção hesitante
que me desnuda num carinho
de desejos sem final,
que eu não procuro
No teu abraço,
vêm emoções de outros tempos,
que nos amámos sem pudor,
sem ilusões, e sem poréns
Abraça-me sempre, e faz-me
ouvir o rufar dos tambores
como se o nosso amor vivesse
permanentemente em festa
de: fernando ramos
28.9.2005
254 - LAMENTOS
Nesta vida de lamentos
Todos nós temos uma razão
Para alguns são uns tormentos
O modo como se ganha o pão
A vida não está fácil, não
E nem todos são privilegiados
Uns tem aquilo que não são,
Outros são uns desgraçados
Mas se Deus faz a vida assim,
Deve lá ter as suas razões
Uns tem tormentos sem fim
Outros não tem, por outras situações
Quando nascemos, trazemos um selo
Diz o povo, e não há nada a fazer
A sorte tem de se fazer por merece-lo,
De outro modo poucos a vão ter
Por isso peço a Deus
Ajuda para a minha vida
Assim, também ajudo os meus
A ter a sua, mais bem sucedida
de: fernando ramos
27.9.2005
253 - DESGOSTOS DA VIDA
De ti, tinha sofrido
Desgosto e falta de atenção
Não sei porque eras assim comigo
Se te entreguei meu coração
A última vez que me beijaste,
Nem me lembro se foi por amor
Talvez fosse quando comigo casaste,
Porque ainda estavas ao meu dispor
Agora que já não estás,
Porque por outra me trocaste
A ela se calhar já não és capaz,
De a tratar como me trataste
Não te peço para voltares
Porque a ti, já não amo
Espero que sejas capaz de a amares,
É que comigo foi um engano
Que sejam os dois muito felizes,
É todo o meu querer
E que tenham alguns petizes,
Já que a mim, não os conseguiste fazer
De: fernando ramos
26.9.2005
252 - DEUS ASSIM PERMITA
Se me deres a liberdade pedida
Não me tires a felicidade de viver
Foi com muito sacrifício conseguida
E por isso eu não a devo perder
Se me deres a força de existir
Não me tires a sensatez de pensar
Sem ela não poderei resistir
Aos pecados que a vida me faz dar
Se me deres a oportunidade de vencer
não queiras que eu perca a modéstia
Deus permita que melhor eu possa ser
Mantendo a dignidade que me resta
de: fernando ramos
26.9.2005
251 CORAÇÃO COM ASAS
Se meu coração tivesse asas
Voaria pelo infinito
Levaria algumas ameaças
De um amor que é bonito
Se teu amor também voar
Desejos ele vai ter
Se quer meu coração amar
Isso vai acontecer
Quando ele o meu amor tiver
Não mais meu coração vai voar
Será como ele quiser
Até o meu parar
Mas ele não irá parar certamente
Porque ainda vai muito palpitar
Ele é um coração valente
Que o teu irá sempre amar
Se teu coração tiver asas
Não tenhas pressa de voar
Por isso tu não faças
O meu coração esperar
De: fernando ramos
26.9.2005
250 - DEI-TE UMA FLOR
Dei-te uma flor,
Tu deste-me um beijo
Seria de amor,
Ou seria de desejo
Se foi de amor,
Então eu fico bem
Até que o seu sabor,
É de quem ama alguém
Se foi de desejo,
Também está bem assim
Porque nova vida prevejo,
Estar sempre juntinho a ti
Dei-te outra flor,
E tu deste-me outro beijo
Este era de um longo amor,
Que se tornou nosso desejo
de: fernando ramos
25.9.2005
249 - SAIA BONITA
Eu falo da minha saia,
Que é bonita e às flores
À noite ao me deitar, com o Maia
Ela tem, muitas mais cores
Fica com as cores das estrelas,
Porque me vê, amar o meu homem
As carícias dele eu vou tê-las,
Antes que as outras mas roubem
O Maia é a minha paixão,
Que nas noites me leva à loucura
De dia fica com o meu coração,
Para de outra não andar à procura
Ele adora a minha saia,
Que é de xita e muitas cores
Pede sempre que ela caia,
Para sentir os meus sabores
Eu assim sou muito feliz,
E ele comigo é uma bela fera
Já lhe fiz tudo o que quis,
E mais farei até à primavera
de: fernando ramos
25.09.2005
248 - OS CAMINHOS DOS PÁSSAROS
Os pássaros voam
por diversos caminhos,
desencontrados uns dos outros é verdade,
mas são sempre bons caminhos
Nossa vida por vezes
faz-nos uma surpresa,
e vai pelos mesmos desencontros,
por caminhos bem errados
Os pássaros dão-nos alegria de viver
A nossa vida, por vezes não
Eu quero ser como os pássaros,
e ter todos os bons caminhos
Só eles sabem encontrar os seus
Se eu for um pássaro,
também irei pelo caminho certo
Lá bem no alto, onde está a nuvem
da esperança
Eu quero ser um pássaro
Porque a esperança, é o que me resta
De: fernando ramos
25.09.2005
247 - NÃO SOPRAM VENTOS NOVOS
Afinal não sopram ventos novos...
Todos esperamos por eles,
mas ainda não chegaram
São os mesmos ventos
que estão soprando
É uma desilusão,
prometeram-nos
novos ventos,
mas os que aí estão,
são os ventos do passado
Mesmos hábitos,
mesmas formas de viver
O salmão continua a correr
para o seu fim,
como um destino divino
A preguiça mantém-se inalterável
Os pássaros que seguem para sul
continuam sempre a ir para sul
Tudo segue o mesmo ritmo,
como se um mestre de orquestra
com a sua batuta
desse as suas ordens
É sempre o mesmo caminho de antes
Os ventos não mudaram,
o ciclo de vida mantém-se,
nada muda
Meu pobre país,
continua a soprar
os mesmos ventos de outrora,
como os velhos ventos que sopram
sempre da mesma forma
Ainda tivemos uma esperança,
mas parece que não passou disso
Nós desesperamos pela mudança,
por ventos novos que não chegam
São sempre prometidos,
mas nunca chegam
Vento velho por favor,
dá lugar aos novos ventos,
deixa-nos encontrar outros caminhos
Chega deste sopro que não nos
leva à mudança e nos sufoca,
vem vento novo
de: fernando ramos
24.09.2005
246 - CUIDADO ELES ANDAM POR AÍ
Andam por aí uns 'senhores',
que não passam de fascistas,
querem o mal a pessoas de outras
raças, especialmente os negros
Perseguem Gays, Lésbicas,
como se estes não tivessem
direito a serem diferentes,
e amarem a vida de outra forma
Ninguém põe estes 'meninos'
nazis na ordem, eles são a escória
da nossa sociedade e devem
ser postos de lado,
Eles não querem a paz,
e não amam o seu semelhante
CUIDADO ELES ANDAM POR AÍ
Temos de conviver com estes
marginais, que se cruzam connosco
pelas ruas da nossa cidade
tem de se ter os olhos bem abertos
porque se não um dia a
'casa poderá vir abaixo'
e depois não são só os grupos
minoritários a serem perseguidos,
podes ser até tu, só por seres
um homem livre e amares a paz
É preciso não esquecer que
o Nazismo existe e anda
pelos cantos de todas as cidades
CUIDADO ELES ANDAM POR AÍ
de: fernando ramos
24.9.2005
245 - UM DOCE REBELDE
A ti meu doce rebelde,
Que tens nome de poesia
Te ofereço pedaços de mel,
Cheios de cortesia
Teu nome espiritual,
Está em doces de pouco mel
Me inspira desejos sem sal,
Que os escrevo num papel
Bolinhos de doce rebelde,
que pouco açúcar tem
Eram feitos para meu farnel,
Pela senhora minha mãe
Tenho saudades dessa iguaria,
Que era comida pelo Natal
Que bem que ela sabia,
E a nós nunca fez mal
Rebelde é o doce,
Que leva pouco açúcar branco
Tem sabor agridoce,
E não se deve comer tanto
Os doces para serem bons,
Não precisam de tanto mel
E até se fazem bombons,
Que ficam com o doce rebelde
Doce que pouco açúcar tem,
Muitos gostam de ti
Comam-nos muito bem,
Mas deixem um para mim
de: fernando ramos
24.9.2005
244 - LISBOA, SEMPRE LISBOA
Lisboa, na sua melancolia Outonal,
Busca lugares em passeios públicos
Chega a chuva à Capital,
Aos reis da noite, e seus súbditos
Lisboa da Amália e da Severa,
Tem a arte de bem estar
Elas cantavam pela Primavera,
Até o Inverno chegar
Lisboa das guitarras que gemem,
Nos fados de saudade e alegria
Elas tocam e muito pedem,
Que a cidade não ande vadia
Lisboa dos touros, e fados
Que o povo não dispensa
É um espectáculo sem pecados
À antiga Portuguesa
Lisboa de muitos Santos,
Dá-nos o sol com ternura
Tem o rio para uns quantos
Que o amam na sua brandura
de: fernando ramos
23.9.2005
243 - ESCUTA CORAÇÃO
Hoje escutei o coração,
E ele não deu boa notícia
Diz para não ter ilusão,
Meu amor é de muita malícia
Na luz dos olhos dele,
Está o meu amor
Sei que vou sofrer por ele,
E sentir alguma dor
Mas eu amo aquela alma,
Que é a estrela da minha noite
Meu coração diz para ter calma,
Senão me dá um açoite
Nesta vida de mil pecados,
Seus lábios não tem cor
Ele tira-me beijos roubados,
Que vão com muito sabor
Voltei a escutar meu coração,
E não me deu a certeza
Ele diz e com razão,
Para não manter a chama acesa
Vou deixar esta paixão,
Ir embora do seu mundo
Meu amor tem a noção,
Que ele me pode levar ao fundo
Adeus ó ilusão,
Adeus beijos roubados
Deixa meu coração,
Que não quer beijos salgados
de: fernando ramos
23.09.2005
242 - ESCREVO POEMAS
Escrevo para o fadista,
Um poema para ele cantar
Que é bastante simplista,
E facilmente o vai decorar
Eles falam de amor,
E também de tristeza
Alguns até trazem dor,
Outros, alguma beleza
Ele canta a minha poesia,
Sem qualquer misticismo
Eu sei que bem gostaria,
Que escrevesse sobre heroísmo
Isso eu não faço, e ele bem o sabe
Porque os heróis para mim acabaram
E na nossa vida já não cabe,
Feitos que alguns sonharam
Para o fadista meu amigo,
Escrevo outros factos reais
Aqueles que um dia levarei comigo,
Para um céu de nunca mais
O fadista canta, canta
Minha escrita do faz de conta
Porque assim ninguém se espanta,
Das historias que alguém as apronta
Por isso ele faz o favor,
De ser meu grande amigo
A ele escrevo sem temor,
Poesia de histórias, que eu imagino
De: fernando ramos
23.09.2005
241 - AMAR SEMPRE
Apareces de forma gentil,
pela calada da noite escura
Te deitas de maneira subtil,
em nosso lençóis de seda pura
Aí, nossos corpos se amam,
num frenesi sem parar
Nossos corações ficam em chama,
na noite que vai acabar
E nos amamos loucamente,
numa paixão sem dor
Pedimos aos céus perdidamente,
que não acabe este momento de furor
Continuamos num vai vem amado,
para um final que existe
Onde trocamos murmúrios de pecado,
com um orgasmo que não resiste
E docemente nos beijamos,
por este belo acto de amor
E logo ali concordamos,
o repetir com o mesmo esplendor
de: fernando ramos
22.9.2005