terça-feira, outubro 11, 2005
201 A 220 - POEMAS E PROSAS MINHAS
220 - VALÉRIA FADISTA DE RAÇA
Valéria, artista cantante,
Que ao fado ela se deu
É uma mulher bem falante,
E que canta só o que é seu
Canta com muita emoção,
Fados de muita alma
Foram escritos por sua mão,
Em noites de alguma calma
Ela do povo é,
E para ele canta de amor
E sempre com muita fé,
Não façam barulho por favor
E lá cantou Valéria,
Um fado de muitos vestígios
O publico viu em sua aura,
Uma mulher de muitos prodígios
Ela ama o seu povo,
Na sua branda forma de estar
Para ele faz um fado novo,
Para depois se ouvir cantar
Valéria é de tradições,
E sua escrita de moda antiga
Canta nos belos serões,
Poesia que dá cantiga
E canta de olhos fechados,
Refrões de maior sentimento
Seus versos tão apaixonados,
Com rimas de grande lamento
Alguns fados dela se cantam,
em tabernas de gente feliz
E lá, todos com ela se espantam
Com poemas que Deus lhe diz
Ela é a fadista da liberdade,
E seu cantar que tão bem soa
Quando partir vai deixar saudade,
Lá para os lados da noite boa
É de lá, e de todo o país,
Para nós não é nenhuma desgraça
Cantar foi o que sempre quis,
Valéria, a fadista de raça
De fernando ramos - para a Valéria
16.9.2005
219 - A SAUDADE CHEGA
Quando a saudade bate à porta,
Meu coração fica em sofrimento
Mas isso pouco importa,
Ela passa a qualquer momento
E se ela não passar,
Não deixa de aumentar
Meu amor, me devia avisar
Para meu coração sossegar
Com elas, há gente que sofre
Todos os dias e a toda a hora
E também há quem delas morre,
Se a saudade não for embora
Por isso vem depressa,
Para meu coração tranquilizar
É que ela tem muita pressa,
E eu já estou a desesperar
Volta rápido meu amor,
Que me estás a fazer uma maldade
Estou a ficar num grande pavor,
Porque não vai embora a saudade
de: fernando ramos
16.9.2005
218 - BEIJO MOLHADO
Dei um beijo molhado,
Em teus lábios de doçura
Dele, não disseste obrigado
E até me fizeste uma censura
Fiquei preocupado
Pela tua desfaçatez
Deles havias sempre gostado,
E pedias outra vez
Por aí, algo se passa
E eu não estou a perceber
Diz lá se é alguma graça,
Ou não te está apetecer
Afinal era isso,
Que estava acontecer
Depois falamos disso,
Amanhã ao anoitecer
Aí te beijo outra vez,
Com a mesma doçura
E teremos a sensatez,
De ir os dois à loucura
de: fernando ramos
16.9.2005
217 - AJUDA DO FEITICEIRO
O velho feiticeiro diz,
Que meu silêncio é de pedra
Ele acha que Deus quis,
Que não quebrasse esta regra
É que eu tinha prometido
De amor, nem ao vento falar
Já que não tinha conseguido,
Aquela mulher conquistar
Este silêncio vou quebrar,
Pois por ela ando exaurido
E ao feiticeiro vou contar,
que não sou correspondido
Ele vai ter de me ajudar,
Meu coração não aguenta
Eu por ela vou acabar,
com esta minha tormenta
O meu silêncio terminou,
e agora grito ao mundo
Amo a mulher que me levou,
ao silêncio profundo
E rosas lhe ofereci,
Todos ficaram a saber
O feiticeiro me disse a mim,
que ajudou ela, a me querer
de: fernando ramos
15.9.2005
216 - A GÔNDOLA E O GOLFINHO
Minha gôndola vai no rio
A caminho do seu mar
Eu encontro um Golfinho
E com ele vou brincar
Na gôndola vou na proa
Com o golfinho a puxar
Ela vai na onda boa
Eu já nem vou a remar
Meu golfinho amigo
Não precisas de puxar mais
Porque na onda vou contigo
Direitinho ao cais
Adeus meu golfinho de ouro
Minha gôndola é uma caixa
Mas para mim é um tesouro
Neste mar de maré baixa
de: fernando ramos
15.9.2005
215 - O MUNDO DE MÃE PRETA
No bairro há uma lixeira,
Onde estão mortos e vivos
Para as crianças é uma brincadeira,
Mas seus futuros são ali perdidos
Mãe preta vive lá,
E sua família também
A lixeira ali é coisa má,
Para todos, e para a mãe
Ela vive muito triste,
Por ver aquele terror
Se é que Deus existe,
Tire todos daquele horror
Vive ali tanta gente,
E ninguém tem bom futuro
Não está lá ninguém contente,
Porque ali não é seguro
A lixeira do seu país,
Deve ser a pior do mundo
Lá ninguém é feliz,
Naquele lugar nauseabundo
Aqui é tudo gente séria,
Fala mãe preta no seu juízo
Ninguém acaba, é com a miséria,
Diz no seu belo sorriso
Isto não é uma terra de brancos,
Diz numa boa gargalhada
Eles lá também não são tantos,
por isso não tem esta bicharada
As flores ali nem crescem,
Porque dava um jardim imundo
O que por ali florescem,
São as misérias do mundo
Mãe preta gostava de mudar,
Se todos assim quiserem
Mas se ali nada se altera,
É porque os homens querem
Se acabarem com a lixeira,
A Deus, todos os dias eu louvo
Tratem mas é de ter maneira,
De dar essa alegria ao povo
Mãe preta ainda diz mais:
Os mortos nada têm a perder,
Mas as crianças e seus pais,
Não querem aqui morrer
Vamos lá mundo louco,
Acabar com esta miséria
De nós não façam mais pouco,
Porque a pobreza é coisa séria
de: fernando ramos
15.9.2005
214 - GRAÇA CONCEDIDA
Ai, se me deito,
Se me deito
Com o homem que eu amo,
Agradecerei a
Cristo Redentor
Por esta graça concedida
Ai, se me deito,
Se me deito
Com ele irei pecar,
Mas por toda a vida
Ficarei agradecida,
Por esta graça concedida
Mas se me deito,
Se me deito
Com o homem da minha vida
Foi porque Cristo Achou
que era uma graça
Merecida
Mas se me deito,
Se me deito
Com o homem do meu coração
Foi porque Cristo quis,
Que me entregasse
A ele em perdição
Ó Cristo Redentor,
Obrigado por tal sorte
Me terás sempre
Como tua crente,
Até à hora
Da minha morte
de: fernando ramos
17.9.2005
213 - CONSCIÊNCIA E REPUTAÇÃO
A tua consciência,
E a tua reputação
Não é uma ciência,
Mas sim uma preocupação
Boa consciência se devia ter,
E o mundo não andava pior
Muita gente poderia não morrer,
E para todos seria melhor
A tua reputação
É algo que te preocupa
Se outros pensam bem de ti, ou não
Se calhar terás de ver à lupa
Consciência e Reputação,
São conceitos unidos
Está na tua mão,
Não andarem os dois perdidos
de: fernando ramos
14.9.2005
212 - PELA ESTRADA FORA - RAP
Cá vou eu pela estrada fora,
no meu velho carrinho
com a minha namorada,
que diz que me adora
Não sei se ela é mentirosa,
mas é ela que o diz
e eu quero lá saber disso
Ela é muito jeitosa,
os dois vamos aqui na estrada,
com muita pressa de chegar
com ela irei para a cama,
para na marmelada acabar
Meu Deus a miúda é boa,
e é boa todos os dias
conhecia em Lisboa,
num baile que até tu ias
Vou ter de tomar uma atitude,
mas o carro tenho de parar
Ela para mim vai olhando,
porque já sabe o que lhe vai esperar
Já não tenho tempo de parar,
porque ela a mim se agarra
Ó meu Deus estou perdido,
porque na mudança ela se foi enganar
Agora é que é o fim,
e na estrada vou feito doido
não sei se vou travar,
ou se conduzo mesmo assim
Ouve lá minha menina,
para lá mas é com isso
ainda tenho um acidente,
se não largas o toutiço
E nesta velocidade feia,
ela não mais se vai ralar
porque vai de mão cheia
e eu louco para a papar
Bem.., não há nada a fazer,
deixa-me ir mas é assim
ela está toda entretida,
e sempre me entretém a mim
Mas na bomba tive de parar,
não é que vá abastecer
mas é que o raio da miúda,
Já me pôs foi a ferver
Ela faz o que eu mais gosto,
e também é ao gosto dela
assim é que está bem,
para mim e para ela
É sempre bom ir na estrada,
e levar a namorada ao lado
ela engana-se nas mudanças,
e mexe no bicho danado
Continuamos pela estrada,
e Já muito longe de Lisboa
ela diz que me quer agora,
e eu até acho uma ideia boa
Uma miúda assim,
todos nós devíamos de ter
quando não estamos à espera,
elas o menino vão querer
Ela não está nada mansa,
e quer novamente festa
paro o carro, senão ele dança,
e depois é ela que me detesta
E lá teve de ser,
amamo-nos mesmo ali
a miúda eu a comer,
com os outros acenarem para mim
É sempre bom ir na estrada,
e levar a namorada ao lado
ela engana-se nas mudanças,
e mexe no bicho danado
Não sei onde isto vai acabar,
duas vezes tive de parar
se ela continua assim,
ao destino tarde vou chegar
Eu quero lá saber disso,
isto é que é uma viagem feliz
ela vai estando no reboliço,
que é o que eu sempre quis
E lá volta ela à carga,
mais uns quilómetros à frente
ela a mim não me larga,
e eu fico tão contente
Isto de amar é muito bom,
quando ela é tão descarada
mesmo que não seja de bom tom,
eu quero é sempre marmelada
É sempre bom ir na estrada,
e levar a namorada ao lado
ela engana-se nas mudanças,
e mexe no bicho danado
de: fernando ramos
14.9.2005
211 - PRIMEIRA VEZ
Eu me lembro,
quando ouvi teu nome
pela primeira vez
Eu me lembro,
quando teu olhar
se cruzou com o meu,
pela primeira vez
Eu me lembro,
quando minhas mãos,
acariciaram teu rosto
pela primeira vez
Eu me lembro,
quando senti,
teus lábios
pela primeira vez
Eu me lembro,
sempre da primeira vez,
como uma recordação
que se vai perdendo no tempo
Eu me lembro,
também das nossas
primeiras vezes
Daqueles vezes que
nos olhávamos e
sabíamos o que queríamos
Eu me lembro,
sempre da primeira vez,
que me amparaste
quando precisei
Agora fica apenas
a recordação
das primeiras vezes,
mais nada
Deus quis,
que tu partisses
Acabou a primeira vez
meu amor, mas fica
a primeira vez
que te vi
de: fernando ramos
14.09.2005
210 - FADOS E GUITARRADAS COM AMOR
Ir a uma casa de fados,
Traz muita paz às almas
Lá se canta alguns pecados,
E de outras vidas calmas
Ouvir uma boa guitarra,
Nosso coração fica feliz
Se é tocada com garra,
é porque Deus assim o quis
E não há fados sem touros,
Como não há touros sem fados
Uns, e outros já vem dos mouros,
A bem dos nossos pecados
Depois de uma boa tourada,
Fados se devem ouvir
Numa tasca engraçada,
Com copos e sardinhas a sair
E se caldo verde comerem,
Que lhes faça bom proveito
Se uma boa guitarrada lhes fazerem,
Vão ver que até dá jeito
Ouvir as guitarras Portuguesas,
É muito bonito podem querer
Com todos sentados às mesas,
Grandes fados vão conhecer
O fado entra na alma,
Em poemas de muito querer
Cantado com muita calma,
Por fadistas de muito saber
Fadistas e Guitarristas,
Trabalham nas casas de fado
São pessoas muito bem vistas,
Pelos que lá tem entrado
Tocam e cantam com paixão,
Fados de muito fervor
E tudo vem do coração,
Carregadinhos de amor
Vamos todos ouvir e ver,
O que eles gostam de fazer
Uns tocam, outros cantam com prazer,
Lindas poesias de enternecer
O fado é a nossa tradição,
Muitos sabem isso
Ele se mistura com a canção,
E os fadistas gostam disso
de: fernando ramos
13.9.2005
209 - SER MINISTRO
Isto de ser Ministro,
não é fácil como se julga
Por vezes é bem sinistro,
quando a economia não ajuda
Vem uns, dizem assim:
Temos de cortar na despesa
E a oposição diz para mim,
o Ministro tem a certeza?
Vá-se lá pregar,
numa Freguesia destas
Quando se está a tentar,
limar só umas arestas
E temos outros Ministérios,
com imensos problemas
Pois ali não há mistérios,
tem orçamentos sem esquemas
Da Justiça à Economia,
e outros ainda mais
falta dinheiro e ninguém fia,
porque tem orçamentos reais
Ser Ministro, mais não quero ser
E para já, até desisto
vão para lá vocês ver,
Se tomam bem conta disto
de: fernando ramos
13.9.2005
208 - DESTRUIÇÃO
Bombistas para a forca já,
gritam os povos e com razão
Estes terroristas mais não fazem,
que por o mundo em destruição
São pessoas sem coração,
que tem ódio a tudo
Não sabem viver em comunhão,
só querem destruir o mundo
Com eles a morte anda perto,
e é difícil combater
Não se pode viver com esta gente,
e muita atenção tem de se ter
Pensam que tem sempre razão,
mas isso não é verdade
Podem ter os seus motivos,
assim não se luta pela liberdade
Senhores da guerra,
acabem com este frenesi
Estão a destruir a terra,
que também vai ser o vosso fim
de: fernando ramos
13.9.2005
207 - AS CORTINAS DA JANELA
As cortinas da minha janela,
São de xita e não tem renda
Elas me protegem do sol,
Que chega de manhã como prenda
São alegres e muito coloridas,
Com flores da primavera
Devem ser da mais floridas,
Diz a minha vizinha vera
A Vera é muito amorosa,
Porque das cortinas gosta
Ela comigo até fez uma aposta,
Como a xita veio da Costa
De onde ela veio, não sei
Se da Costa ou de Lisboa,
Mas na xita verifiquei
Que era de qualidade boa
Tenho umas lindas cortinas,
Que na janela ficam bem
Todos gostam muito delas,
E isso eu também já sei
Na janela vou ficar
Com as cortinas lá postas
Toda gente as vai olhar
E pedirem-me umas amostras
De: fernando ramos
12.9.2005
206 - FLOR DO MONTE
Minha flor selvagem,
que estás no cimo do monte
Um dia farei aí uma paragem,
e contigo verei o horizonte
Tuas pétalas viçosas,
de cheiros sem fim
Algumas parecem rosas,
que nascem por aí
Minha flor do monte,
que dás alegria ao meu olhar
Um dia te levarei à fonte
para na água te banhar
E meu amor, tu irás ver,
e quem é, tu nem suspeitas
Seu coração irá bater,
pelo perfume que deitas
de: fernando ramos
12.9.2005
205 - AMANTES
Se os amantes são,
os que partilham
o acto de amar
Talvez não seja eu,
por quem tu um dia
irás chorar
E tu sabes bem,
porque isso vai acontecer
É que estás sempre ausente,
no meu triste aquecer
Nós há muito tivemos,
uma bonita secreta sedução
Hoje ela está bem longe,
e não tem resolução
Nós deixámos
de ser amantes,
de paixão eterna
Fostes tu que quiseste,
que ela terminasse
sem nenhuma espera
Dessa loucura de amar,
Já não restam emoções
Agora vai apenas ficar,
Umas breves recordações
de: fernando ramos
12.9.2005
204 - A MINHA AMIGA FADISTA
Minha amiga cantarolava,
poesia de fantasia
Ela que tanto amava,
cantigas de alegria
Nos becos de Lisboa,
era por onde andava
Passava pelas vielas na boa,
e alguém por ela chamava
As janelas da Madragoa abriam,
para ela, de par em par
E lá as pessoas pediam,
que um bonito fado fosse cantar
Policias e sopeiras,
a ouviam com emoção
Varinas e lavadeiras,
choravam sem razão
Quando minha amiga cantava,
nas noites de lua cheia
A sardinha assada saltava,
na brasa, pela hora da ceia
E naquelas noites de trova,
muitos sorrisos havia
Por causa do vinho da uva nova,
que o Zé Taberneiro vendia
E quando a manhã chegava,
então tudo acabava
O pregão do carapau voltava,
e a tasca do taberneiro fechava
de: fernando ramos
11.9.2005
203 - CONVERSA PUXA CONVERSA
Na tasca hoje entrei
Para beber um bom vinho
Estava lá a Céu, que já namorei
E com ela fui para um cantinho
Da vida nós falámos,
E de copos também
Por amigos perguntámos
E ela, pela minha mãe
E conversa, puxa conversa,
Que mais vinho bebemos
Rimo-nos da nossa amiga Vanessa
E por ela, pastelinhos comemos
Tão bom era aquele ambiente
Com a minha antiga namorada
A noite também estava quente,
Que acabámos os copos de madrugada
Aos tombos lá fomos embora,
E dela já tenho saudades
Sinto que ainda me adora,
Porque disse-me umas verdades
Agora estou a pensar
Em convida-la para a tasca ir
Para a voltar, a namorar
E quem sabe, com ela curtir
E já nenhum dia passa,
Que não esteja com a Céu
Hoje bebemos copos em casa,
Porque nosso amor recendeu
de: fernando ramos
10.9.2005
202 - RECORDAÇÃO TRISTE
Recordações tuas, eu tenho
todas as noites
Esperando ansiosamente
teu regresso, e em sonhos
te vejo montada num cavalo
alado, com teus longos
cabelos ao vento, vindo
em minha direcção, num
trote estonteante que me
perturba, e quase me
faz parar a respiração
Difícil está esta minha
solidão, espero
ansiosamente uma noite
adormecer em teu regaço
Mas não passam de sonhos
Farei um pacto com Deus,
que a ti irei esquecer
Não posso passar mais
a minha vida nas
quenturas da noite
ansioso que tu voltes,
e permanentemente com
lembranças dos nossos
tímidos jogos de sedução
Meus dias ficam
tristes e vazios
De que serve esperar,
e ter recordações tristes
de: fernando ramos
11.9.2005
201 - A GAIVOTA E A VARINA
Uma gaivota voa,
Num belo dia de primavera
Ela atravessa Lisboa,
E a Peixeira por ela espera
Nesta Lisboa Alfacinha,
Há uma Varina muito airosa
No pregão é a rainha,
E também a mais charmosa
A gaivota depressa quer chegar,
Porque traz um recadinho
A Nau está atracar,
e da Varina, vem o maridinho
Chega a Nau e a Caravela,
E o amor da Varina Peixeira
Também, o ouro e a canela,
Para toda gente que queira
O povo pode não ter dinheiro,
Para estas maravilhas comprar
Mas ele está sempre primeiro
Quando a Nau ao Tejo atracar
E a Peixeira já tem o seu amor,
E com ele vai amar na boa
A gaivota vai sem pudor
Pelos céus de Lisboa
de: fernando ramos
10.9.2005